Andrea Eboli
O ativo principal

Minhas competências vão perder valor com a inteligência artificial?

Se você passou anos construindo um repertório técnico e agora sente um desconforto ao ver máquinas fazerem em segundos o que você levou uma carreira para aprender, você não está exagerando. Talvez você já tenha olhado para o próprio currículo e pensado: e se tudo isso ficar comum demais?

Resposta direta

Sim, parte do que está no seu currículo vai perder valor, porque conhecimento, informação e competências técnicas estão cada vez mais acessíveis, replicáveis e substituíveis. O que não se replica é a sua maneira de enxergar, escutar, conectar e transformar o ambiente ao seu redor. É aí que mora o que continuará sendo buscado em você.

O que a máquina copia e o que ela não copia

A inteligência artificial é muito boa em reproduzir aquilo que aprendemos a reconhecer como diferencial profissional: o domínio de uma técnica, o acesso à informação, a execução de uma tarefa conhecida. Essas camadas estão se tornando abundantes, e o que é abundante tende a valer menos.

Mas há uma camada que não entra nesse jogo. A forma como você lê uma situação. O tipo de pergunta que você faz quando todos estão ocupados respondendo. O jeito como as pessoas se sentem depois de conversar com você. Isso não está escrito em lugar nenhum do seu currículo, e é exatamente por isso que não é substituível.

De Ter Poder para Ser Poder

Aqui vale uma distinção central da Estrutura Consciente de Poder. O poder que você TEM (cargos, credenciais, competências) pode mudar, desaparecer ou ser replicado. A potência que você É não depende disso para existir.

O mundo pode aprender a fazer muitas coisas que você faz. Isso não significa que possa reproduzir tudo aquilo que você é.

Preparar-se para o futuro, nesse sentido, é menos sobre acumular novas credenciais e mais sobre reconhecer e desenvolver aquilo que já é seu e não aparece em nenhuma lista de qualificações.