Resposta direta
Sim, mudar de carreira é um luto legítimo — o encerramento de um ciclo que precisa ser sentido e elaborado. Mas você não deixa para trás tudo o que construiu: leva a bagagem consigo e passa a entregá-la de uma forma diferente, alinhada aos seus novos valores e prioridades.
O luto de encerrar um ciclo
Joyce conta que, ao sair de um cargo de diretora de RH com 16 países sob sua responsabilidade após a maternidade, sofreu muito. Parar foi o mais importante: ela entendeu que vivia um luto.
- Trocar de carreira mexe com identidade e com 25 anos de construção.
- O sofrimento não significa erro — a transição existiu para levá-la aonde está hoje.
- A bagagem não se perde; ela é entregue de outra forma.
O papel do autoconhecimento
Em mentorias de carreira, muitos chegam chorando na primeira sessão: não se sentem reconhecidos, perderam uma promoção esperada ou vivem esse luto.
- O ponto de partida é o autoconhecimento: entender valores e talentos.
- Realização vem de usar seus talentos naquilo que você performa melhor.
- Uma carreira desenhada por expectativas alheias tende a gerar frustração e até performance mais baixa.
