Andrea Eboli
O ativo principal

Mudar de carreira é um luto? Como lidar com essa transição?

Você construiu anos de trajetória, mas sente que aquilo já não te realiza. Ao mesmo tempo, mudar parece jogar fora tudo o que você criou — e isso dói de um jeito que ninguém à sua volta entende.

Resposta direta

Sim, mudar de carreira é um luto legítimo — o encerramento de um ciclo que precisa ser sentido e elaborado. Mas você não deixa para trás tudo o que construiu: leva a bagagem consigo e passa a entregá-la de uma forma diferente, alinhada aos seus novos valores e prioridades.

O luto de encerrar um ciclo

Joyce conta que, ao sair de um cargo de diretora de RH com 16 países sob sua responsabilidade após a maternidade, sofreu muito. Parar foi o mais importante: ela entendeu que vivia um luto.

  • Trocar de carreira mexe com identidade e com 25 anos de construção.
  • O sofrimento não significa erro — a transição existiu para levá-la aonde está hoje.
  • A bagagem não se perde; ela é entregue de outra forma.

O papel do autoconhecimento

Em mentorias de carreira, muitos chegam chorando na primeira sessão: não se sentem reconhecidos, perderam uma promoção esperada ou vivem esse luto.

  • O ponto de partida é o autoconhecimento: entender valores e talentos.
  • Realização vem de usar seus talentos naquilo que você performa melhor.
  • Uma carreira desenhada por expectativas alheias tende a gerar frustração e até performance mais baixa.